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O mercado imobiliário de Maringá vive um momento de forte movimentação em 2026. Novos dados sobre construção civil e o comportamento de quem procura imóveis na cidade revelam um cenário marcado pela verticalização, grande volume de novos apartamentos e uma demanda que apresenta características próprias em relação ao restante do Paraná e do Brasil.

Um dos números que mais chama atenção é o volume de imóveis atualmente em construção. Segundo a Sondagem do Mercado Imobiliário de Maringá, elaborada pelo Sinduscon-PR/Noroeste em parceria com a Fiep, a cidade contava, em junho de 2026, com 97 edifícios residenciais em execução, reunindo 11.823 apartamentos e aproximadamente 1,5 milhão de metros quadrados de área construída.

Os números demonstram a dimensão da transformação urbana pela qual Maringá passa, principalmente com a expansão da moradia vertical em diferentes regiões da cidade.

Apartamentos compactos ganham espaço

Outro ponto importante é a mudança no perfil dos empreendimentos.

Dos 11.823 apartamentos em construção, 6.186 possuem até 55 metros quadrados, representando mais da metade das unidades em execução. Outros 3.259 imóveis possuem entre 55 e 80 metros quadrados.

Os apartamentos de dois dormitórios lideram a oferta, com 4.149 unidades em construção, seguidos pelos imóveis de três dormitórios, com aproximadamente 3,3 mil unidades. A cidade também registra crescimento na oferta de studios e apartamentos de um dormitório.

Esse movimento indica uma diversificação do mercado. De um lado estão compradores que procuram unidades menores, seja para moradia ou investimento. Do outro, permanece uma procura significativa por imóveis maiores destinados principalmente às famílias.

Procura por imóveis de três dormitórios se destaca

Quando o assunto é o comportamento de quem busca um imóvel em Maringá, os dados também chamam atenção.

Um levantamento realizado a partir da análise de 94.915 buscas por imóveis na cidade, entre janeiro de 2025 e fevereiro de 2026, mostrou que os apartamentos representam 60% das pesquisas imobiliárias realizadas em Maringá.

Os imóveis com três dormitórios aparecem em 40% das buscas, demonstrando uma demanda expressiva por unidades que ofereçam mais espaço.

Esse dado cria uma característica interessante para o mercado local: enquanto grande parte dos novos empreendimentos aposta em apartamentos compactos e de dois dormitórios, existe também um público relevante procurando imóveis maiores.

Para proprietários, corretores, imobiliárias e incorporadoras, compreender essa diferença entre oferta e comportamento de busca pode ser cada vez mais importante na definição de produtos e estratégias comerciais.

Imóvel procurado custa em torno de R$ 460 mil

O levantamento sobre as buscas também mostra que o comprador de Maringá procura imóveis com um tíquete relativamente elevado.

O valor mediano dos imóveis pesquisados para compra é de aproximadamente R$ 460 mil, enquanto o levantamento aponta R$ 400 mil para o Paraná e R$ 440 mil para o Brasil.

A faixa de procura, porém, é bastante ampla.

Metade das pesquisas por imóveis para compra está concentrada em propriedades entre R$ 280 mil e R$ 820 mil. Além disso, aproximadamente 22% das buscas envolvem imóveis acima de R$ 820 mil.

Isso demonstra que Maringá possui demanda tanto para imóveis de entrada e médio padrão quanto para produtos de padrão mais elevado.

Zona 7 lidera procura e também concentra obras

A localização continua sendo um dos principais fatores considerados na escolha de um imóvel.

A Zona 7 concentra 21% das buscas imobiliárias realizadas em Maringá, enquanto os dez bairros mais pesquisados respondem juntos por 44% da procura.

A região também aparece em destaque quando analisadas as construções. Entre os empreendimentos residenciais em execução, a Zona 7 possuía 17 projetos, seguida pela Zona 3, com 14, e pela Zona 27, com 13.

Já nas Zonas 1, 8 e 3, o valor mediano dos imóveis anunciados para venda se aproxima de R$ 1 milhão, segundo o estudo sobre o comportamento das buscas.

Mercado de Maringá entra em uma nova fase

Os dados apontam para um mercado cada vez mais diversificado.

Maringá reúne milhares de unidades em construção, forte presença de apartamentos compactos, procura significativa por imóveis de três dormitórios e consumidores pesquisando propriedades em diferentes faixas de preço.

Para quem pretende comprar um imóvel, o aumento da oferta significa mais possibilidades de comparação entre localização, tamanho, preço e características dos empreendimentos.

Para proprietários e investidores, acompanhar quais tipos de imóveis estão sendo mais procurados pode ajudar a entender melhor o comportamento da demanda.

E para corretores e imobiliárias, tecnologia e informação passam a ter um papel ainda mais importante na aproximação entre quem procura e quem anuncia um imóvel.

Com quase 12 mil apartamentos em construção, milhares de novas unidades em diferentes regiões e um volume expressivo de pesquisas imobiliárias, Maringá consolida 2026 como um período de intensa transformação do seu mercado residencial.

Em um mercado com tantas opções, encontrar o imóvel compatível com localização, faixa de preço e características desejadas passa a exigir ferramentas de busca cada vez mais eficientes.

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