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Retirada do revestimento emborrachado depende de esclarecimentos periciais, enquanto processo investiga falhas estruturais e possíveis prejuízos aos cofres públicos.

Maringá, 1º de novembro de 2026 — A situação da pista emborrachada do Parque do Ingá ganhou mais um capítulo judicial. A Justiça decidiu não autorizar, por enquanto, a retirada do material que ainda permanece no entorno de um dos principais cartões-postais de Maringá. A medida busca garantir que possíveis provas relacionadas aos problemas apresentados pela estrutura sejam preservadas até a conclusão das análises técnicas.

A determinação judicial foi assinada em 8 de outubro de 2026, após a Prefeitura de Maringá solicitar autorização para remover o revestimento deteriorado.

Embora o município considere necessária a retirada do material, a Justiça entendeu que é preciso esclarecer se a intervenção poderia comprometer a perícia em andamento.

Problemas na pista motivaram investigação

A pista emborrachada, inaugurada em 2021, foi concebida para proporcionar mais conforto e segurança aos praticantes de caminhadas e corridas no entorno do Parque do Ingá.

Entretanto, a estrutura passou a apresentar problemas em diferentes pontos. Com o passar dos anos, episódios de chuvas intensas provocaram o deslocamento e a deterioração de partes do revestimento.

As falhas levaram o Ministério Público do Paraná a apresentar uma ação civil pública para apurar possíveis irregularidades na implantação da pista e buscar o ressarcimento de recursos públicos.

Como o material integra as provas analisadas no processo, sua remoção depende de autorização judicial.

Perícia deverá esclarecer se retirada compromete investigação

O perito Gabriel Heckler Piedade foi encarregado de esclarecer se ainda são necessárias novas inspeções, medições ou outras atividades técnicas na estrutura.

O prazo estabelecido na decisão para a apresentação desses esclarecimentos foi de dez dias. O profissional também deverá informar quais procedimentos seriam necessários para preservar as evidências caso a retirada seja autorizada.

Após essa manifestação, as partes envolvidas terão outros dez dias para apresentar suas considerações.

A Justiça também concedeu mais 30 dias para a conclusão do trabalho pericial, que examina aspectos relacionados à drenagem, à manutenção e às causas dos danos identificados.

Prefeitura defende retirada por questões de segurança

A administração municipal argumenta que a permanência do piso danificado representa um possível risco para pedestres, corredores e demais frequentadores da região.

Segundo informações divulgadas anteriormente pela Prefeitura, uma vistoria técnica foi realizada em 19 de junho de 2026, com registros fotográficos, medições e observações das condições da estrutura.

O município entende que esses levantamentos podem permitir a continuidade da investigação mesmo após a remoção do material.

A Justiça, no entanto, ainda precisa avaliar se os elementos já produzidos são suficientes para assegurar a integridade das provas.

Outro ponto determinado no processo foi a apresentação, pela Prefeitura, de documentos técnicos e registros relacionados à manutenção do parque. Caso algum desses documentos não exista, a ausência deverá ser comunicada formalmente.

O que acontecerá com a pista do Parque do Ingá?

A definição sobre o futuro da pista permanece em aberto.

A eventual autorização para retirar o revestimento não significa que já exista um projeto definitivo para sua substituição. Conforme informações divulgadas pela administração municipal em setembro, o tipo de piso que poderá ocupar o local ainda não havia sido definido.

A questão envolve dois desafios importantes: garantir condições adequadas para a utilização do espaço público e preservar as informações necessárias para esclarecer possíveis responsabilidades pelos problemas encontrados na obra.

Enquanto a decisão definitiva não é tomada, a população aguarda uma solução que permita recuperar as condições de utilização da pista, sem comprometer a investigação judicial.

Preservação dos espaços públicos e responsabilidade com os investimentos

O caso da pista emborrachada também chama a atenção para a importância do planejamento, da fiscalização e da manutenção de obras públicas.

O Parque do Ingá integra a paisagem urbana de Maringá e tem papel relevante nas atividades de lazer, esporte e convivência da população.

Por isso, a recuperação de sua infraestrutura representa não apenas uma questão de conforto para os frequentadores, mas também de conservação do patrimônio público.

Até a última atualização verificada, não havia autorização judicial definitiva para a retirada do revestimento. A próxima etapa dependerá dos esclarecimentos periciais e de uma nova manifestação da Justiça.

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